A Inteligencia artificial (IA) está a revolucionar diversos setores, incluindo saúde, finanças e transportes. Tem solucionado problemas complexos, melhorado a eficiência operacional e criado oportunidades de inovação. Apesar disso, também tem levantado questões éticas e de privacidade que exigem atenção no futuro.
E na agricultura há novidades? Ou é apenas uma ameaça para o aumento do desemprego?
A IA refere-se à capacidade de máquinas e sistemas computacionais de realizar tarefas que normalmente requerem inteligência humana. Isto inclui aprender com experiências, reconhecer padrões, tomar decisões e resolver problemas.
Na agricultura, estamos na era da geração de dados. Nunca tivemos tantas opções de recolhas de dados e tão finas. Por outro lado, levou a outros problemas: a enorme dificuldade em processar, tratar e analisar essa panóplia de dados e tirar algum proveito dos mesmo para tomar decisões.
Também em muitas situações, a recolha de dados por dispositivo e incompatíveis entre si, levou ao mesmo problema de uma desvalorização da potencialidade dos dados. A IA pode ser uma resposta a este dilema, podemos tornar a eficiência de utilização dos recursos muito mais precisa, reduzindo as perdas. Ao mesmo tempo, atraindo mais pessoas para a agricultura tornando um setor mais valorizado e acompanhar as novas especificidades de emprego que todas as inovações necessitam. Podemos dividir a incorporação de IA em três eixos: Na recolha e análise automática de dados, incluindo a monotorização das culturas, deteção remota, identificação de pragas, deficiência de nutrientes.
Na tomada de decisão e ação automática, por exemplo, pelo treino de modelos que possibilitem a aplicação precisa de fatores de produção ou automatização de máquinas. Por fim, a previsão, neste campo a IA poderá ter um enorme potencial na antevisão de rendimentos das culturas, na antecipação da flutuação de preços e nas tendências de mercados.