A equipa de estudos e estratégia da CONSULAI visitou Bolonha em maio, num estudo de opções agrícolas. O objetivo foi conhecer as novas variedades de cereja e os modelos de produção desenvolvidos naquela região de Itália.
Acompanhada por Manuel Falcão, responsável pela produção de cereja na Quinta das Pedralvas, no Fundão, e por técnicos e investigadores da Faculdade de Agricultura da Universidade de Bolonha, a equipa visitou viveiros, explorações agrícolas e cooperativas de produtores de cereja nas zonas de Vignola, com indicação geográfica protegida, Ferrara e Verona.
Variedades e calibres
A visita permitiu conhecer em pormenor as variedades da série sweet, conhecidas pelo elevado teor de açúcar, pela textura crocante e pelos calibres elevados, além de outras variedades desenvolvidas pela universidade e por outros polos de investigação.
Há um empenho assinalável da universidade, dos viveiros e dos produtores na obtenção de cerejas com calibres acima dos 28 milímetros. Nas cooperativas e nos restantes canais de escoamento, o calibre, a cor e a doçura são os fatores que diferenciam e valorizam a produção.
Adaptação a fenómenos climáticos extremos
Nas explorações e nos campos experimentais, a equipa observou o investimento em sistemas de adaptação e mitigação do impacto de fenómenos climáticos extremos. Destacam-se a utilização de plásticos e redes contra a chuva e o granizo, redes para controlo de pragas e sistemas antigeada.
O que isto traz aos clientes
Acreditamos que esta visita contribuirá para fortalecer e inovar o acompanhamento realizado junto dos nossos clientes e parceiros, no Fundão, afirma a equipa de estudos e estratégia da CONSULAI. A cereja é uma das culturas com maior expressão na Cova da Beira e as opções de variedade, de calibre e de proteção contra fenómenos climáticos pesam diretamente na viabilidade dos investimentos.
A equipa agradece à Universidade de Bolonha, em particular ao professor Stefano Tartarini e aos seus colegas, a organização da visita e a partilha de conhecimento.